segunda-feira, 5 de novembro de 2007

" A hora do cansaço" - Drummond


As coisas que amamos,as pessoas que amamos são eternas até certo ponto.Duram o infinito variável no limite de nosso poderde respirar a eternidade.Pensá-las é pensar que não acabam nunca,dar-lhes moldura de granito.De outra matéria se tornam, absoluta,numa outra (maior) realidade.Começam a esmaecer quando nos cansamos,e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,de aspirar a resina do eterno.Já não pretendemos que sejam imperecíveis.Restituímos cada ser e coisa à condição precária,rebaixamos o amor ao estado de utilidade.Do sonho de eterno fica esse gozo acrena boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.

Um comentário:

Eu disse...

Pode crer Alanda ao tempo :D
Ainda bem que voltamos a manter contacto :D
Gostei do seu texto , como sempre inspirador.

Bjinhos e vá passando.