quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Soneto de separação.

"De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente."

Entender...


"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."


Clarice Lispéctor.

sábado, 10 de maio de 2008

"Amarei uma pessoa se ela for tão parecida comigo que eu possa me amar nela; ou que seja tão mais perfeita do que eu, que eu possa amar nela o meu ideal de mim mesma."

sábado, 26 de abril de 2008

" Ganhei esse poema de uma alma muito especial. Obrigada Fernando!"( Dama da minha vida...)



" Do fascínio à beleza
Da beleza à loucura,
Quem dera eu fosse um santo,
E pudesse tocar-te assim... Pura!
Imaginei teu rosto,
Perdido em um glacial vazio,
Como eu queria um posto,
Nesse teu coração sombrio!
Andei por terras e trevas,
Mares e sombras a procurar,
Muitos perderam-se em guerras,
Que eu venci por te amar!
Sinto-me cansado!Cansado de tanto lutar,
Apareça ó dama da minha vida...
Porque sem ti, irei pular..."

terça-feira, 4 de dezembro de 2007


Eu te amo!!


sexta-feira, 30 de novembro de 2007


Não ensinei ao meu peito como te amar sem sofrer
Nem saber esperar sem ânsia por tua ligação
Nunca soube no vazio na tua ausência compreender,
Quanto espaço preenches no vácuo do meu coração.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Engenheiros do Hawaii - Pra Ser Sincero -Humberto Gessinger

Pra ser sincero eu não espero de você
Mais do que educação,Beijo sem paixão,
Crime sem castigo,
Aperto de mãos,
Apenas bons amigos...
Pra ser sincero eu não espero que você
MintaNão se sinta capaz de enganar
Quem não engana a si mesmo
Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito,
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos.
Pra ser sincero eu não espero de você
Mais do que educação,
Beijo sem paixão,
Crimes sem castigo,
Aperto de mãos,
Apenas bons amigos...
Pra ser sincero não espero que você
Me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma ao diabo
Um dia desses
Num desses encontros casuais
Talvez a gente se encontre
Talvez a gente encontre explicação
Um dia desses
Num desses encontros casuais
Talvez eu diga, minha amiga,
Pra ser sincero, prazer em vê-la
Até mais... (até mais)
Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

" A hora do cansaço" - Drummond


As coisas que amamos,as pessoas que amamos são eternas até certo ponto.Duram o infinito variável no limite de nosso poderde respirar a eternidade.Pensá-las é pensar que não acabam nunca,dar-lhes moldura de granito.De outra matéria se tornam, absoluta,numa outra (maior) realidade.Começam a esmaecer quando nos cansamos,e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,de aspirar a resina do eterno.Já não pretendemos que sejam imperecíveis.Restituímos cada ser e coisa à condição precária,rebaixamos o amor ao estado de utilidade.Do sonho de eterno fica esse gozo acrena boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.

" Mundo grande" - Drummond


Não, meu coração não é maior que o mundo.É muito menor.Nele não cabem nem as minhas dores.Por isso gosto tanto de me contar.Por isso me dispo,por isso me grito,por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:preciso de todos.Sim, meu coração é muito pequeno.Só agora vejo que nele não cabem os homens.Os homens estão cá fora, estão na rua.A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.Mas também a rua não cabe todos os homens.A rua é menor que o mundo.O mundo é grande.Tu sabes como é grande o mundo.Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.Viste as diferentes cores dos homens,as diferentes dores dos homens,sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo issonum só peito de homem...sem que ele estale.Fecha os olhos e esquece.Escuta a água nos vidros,tão calma. Não anuncia nada.Entretanto escorre nas mãos,tão calma! Vai inundando tudo...Renascerão as cidades submersas?Os homens submersos-voltarão?Meu coração não sabe.Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.Só agora descubrocomo é triste ignorar certas coisas.(Na solidão de indivíduodesaprendi a linguagemcom que homens se comunicam).Outrora escutei os anjos,as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.Nunca escutei voz de gente.Em verdade sou muito pobre.Outrora viajeipaíses imaginários, fáceis de habitar,ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio.Meus amigos foram às ilhas.Ilhas perdem o homem.Entretanto alguns se salvaram etrouxeram a notíciaque o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,entre o fogo e o amor.Então, meu coração também pode crescer.Entre o amor e o fogo,entre a vida e o fogo,meu coração cresce dez metros e explode.-Ó, vida futura! Nós te criaremos!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Amar...

Que pode uma criatura senão,entre criaturas, amar?
amar e esquecer,amar e malamar,amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,é sal, ou precisão de amor,
ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,e na concha vazia do amor a procura medrosa,paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossaamar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.

Carlos Drummond de Andrade


"A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original."
Albert Einstein

sexta-feira, 31 de agosto de 2007


Autopsicografia


O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda Gira,
a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
(Fernando Pessoa)


segunda-feira, 27 de agosto de 2007

"Talvez o mundo não seja pequeno,
nem seja a vida um fato consumado"

"Eu não sei bem com certeza, porque foi que um belo dia,
quem brincava de princesa, acostumou na fantasia"


"VOCÊ QUE INVENTOU A TRISTEZA OLHA TENHA A FINEZA DE DESINVENTAR,
VOCÊ VAI PAGAR E É DOBRADO TODA LÁGRIMA ROLADA DESSE MEU PENAR"

A um ausente... (Carlos Drummond de Andrade)


Tenho razão de sentir saudade,tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompestee sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescênciade viver e explorar os rumos
de obscuridadesem prazo sem consulta sem provocação até o limite das folhas caídas
na hora de cair.Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais gravedo que o ato sem continuação, o ato em si,o ato que não ousamos nem sabemos ousar porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz modulando sílabas conhecidas e banais que
eram sempre certeza e segurança.Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste o não previsto nas leis da amizade e da natureza nem
nos deixaste sequer o direito de indagar porque o fizeste, porque te foste.


Amar o perdido deixa confundido este coração.
Nada pode o olvido contra o sem sentido apelo do Não.
As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão
Mas as coisas findas muito mais que lindas,essas ficarão.


..."Falta-me o senso: a esmo,
Como um cego, a tatear, busco nem sei que porto:
E ando tão diferente de mim mesmo,
Que nem sei se estou vivo ou se estou morto.
Sei que entre as nuvens paira Minha fronte,
e meus pés andam pisando a terra;
Sei que tudo me alegra e me desvaira,
E a paz desfruto, suportando a guerra.
E assim peno e assim vivo: Que diverso querer!
Que diversa vontade! Se estou livre, desejo estar cativo;
Se cativo, desejo a liberdade! E assim vivo, e assim peno:
Tenho a boca a sorrir e os olhos cheios de água;
E acho o néctar num cálix de veneno,
A chorar de prazer e a rir de mágoa.
Infinda mágoa! Infindo Prazer! Pranto gostoso e sorrisos convulsos!
Ah! Como dói assim viver, sentindo Asas nos ombros e grilhões nos pulsos!"


Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,ninguém a rouba mais de mim.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007


Eu queria ser o vento...
Há como eu queria...
Sopraria pra bem longe,as trevas que anoitecem meus dias.


Um vazio que não consigo preencher com nada nem com ninguém.
Tudo que me cerca são sombras,meu pensamento é envolto em tristeza.
A luz da minha vida está se apagando...
Vida, que vida?



Angústia por favor vá embora,deixe-me em paz.
Não quero mais te sentir junto a mim!
Eu quero redescobrir a vida,voltar a sorrir, e ser de novo eu,apenas eu...


Olho ao meu redor;nada construí, nada me pertence!Chorar eu chorei...Perdi-me, talvez no tempo,e adormeci pelo caminho.Ninguém procurou por mim...Ninguém por mim chorou,ninguém por mim sorriu.Agora eu acordei;mas é tarde, muito tarde...Nada deixo, nada levo.Sou um ser inútil e desnecessário...

My Immortal...


I'm so tired of being here
suppressed by all of my childish fears
and if you have to leave
I wish that you would just leave
your presence still lingers here
and it won't leave me alone
these wounds won't seem to heal
this pain is just too real
there's just too much that time cannot erase
when you cried I'd wipe away all of your tears
when you'd scream i'd fight away all of your fears
and I've held your hand through all of these years
but you still have all of me
you used to captivate me
by your resonating light
but now i'm bound by the life you left behind
your face it haunts my once pleasant dreams
your voice it chased away all the sanity in me
these wounds won't seem to heal
this pain is just too real
there's just too much that time cannot erase
when you cried I'd wipe away all of your tears
when you'd scream I'd fight away all of your fears
and I've held your hand through all of these years
but you still have all of me
I've tried so hard to tell myself that you're gone
but though you're still with me
i've been alone all alone




"Antes, a questão era descobrir se a vida precisava ter algum significado para ser vivida. Agora, ao contrário, ficou evidente que ela será vivida melhor se não tiver significado."
(Albert Camus)

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

"Pois meus olhos não se cansam de chorar
Tristezas, que não cansam de cansar-me;
Pois não abranda o fogo em que abrasar-me;
Pôde quem eu jamais pude abrandar,

Não canse o cego Amor de me guiar
A parte donde não saiba tornar-me;
Nem deixe o mundo todo de escutar-me;
Enquanto me a voz fraca não deixar,

E se em montes, [em] rios ou em vales
Piedade mora ou dentro mora amor
Em feras, aves, plantas, pedras, águas,

Ouçam a longa história de meus males,
E curem sua dor com minha dor;
Que grandes mágoas podem curar mágoas."

segunda-feira, 13 de agosto de 2007






Ando estranha.Ultimamente sinto que me falta qualquer coisa.
Não consigo entender o quê… e isso deixa-me assim, sem atitude, sem espirito, sem vontade de sequer sorrir.
Não percebo nada.
Ou o meu subconsciente não me deixa perceber.
Onde estou eu afinal?

domingo, 12 de agosto de 2007















Em busca de tudo em busca do nada,num futuro obscuro sem a luz da alvorada.Busca sem fim pelos infinitos dos céus.Em busca do passado que fora tapado por um véu.De negro veste o meu coração que não encontra a felicidade.Não encontra paz não encontra a luz para o iluminar.Muito menos a solução para esta dor acabar.Por muito que caminhe por muito que busque por uma felicidade perdida não adianta de nada,pois perdida está e perdida continuará.
Tudo me escapa pelos dedos e desaparecem no vazio.Os amigos desaparecem,o amor desaparece...E a vontade de viver escasseia cada vez mais,a vontade de amar parece não voltar.Vida sofrida vida sem interesse,azar maldito que eu queria que morresse.Puta de sorte que não me abandona,colou-se a mim e não quer ir embora.Quando será o dia k a sorte irá voltar,e assim o amor em mim se entranhar.E se um dia no meu caminho se cruzar,agarrala-ei com todas as minhas forças,pois será a única oportunidade que terei,para encontrar a felicidade.
Mas pra já,continuarei em busca...
Em busca de tudo...
Em busca de nada...














quinta-feira, 5 de julho de 2007

Metal contra as nuvens - Renato Russo


Não sou escravo de ninguém
Ninguém senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais
Eu sou metal
Raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal
Eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal
Sabe-me o sopro do dragão
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra
Tem a lua, tem estrelas
E sempre terá
Quase acreditei na tua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo.
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão
É a verdade o que assombra
O descaso que condena
A estupidez o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes
O corpo quer, a alma entende
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resitir
Eu quero a espada em minhas mãos
Eu sou metal - raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal: eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal: me sabe o sopro do dragão
Não me entrego sem lutar
Tenho ainda coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então
Tudo passa
Tudo passará
E nossa história
Não estará
Pelo avesso assim
Sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar
E até lá
Vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora, ahh!
Apenas começamos.

segunda-feira, 2 de julho de 2007




Chega de ficar quebrando a cara com os velhos erros de sempre. Quero cometer erros novos, passar por apertos diferentes, experimentar situações desconhecidas,sair da rotina e do lugar comum. Eu preciso é ousar, mudar. Chega de saber a saída e ficar parado na porta,ensaiando os passos sem nunca entrar na estrada,esperando que me venha o que mais preciso encontrar. Se eu tiver que sofrer, será por sofrimentos reais, nunca mais por males imaginários, preocupado com as coisas que jamais acontecerão.Chega de planejar o futuro e tropeçar no presente.Chega de pensar demais de um jeito e fazer de outro.Chega do corpo dizer que sim e a cabeça dizer não.Chega desses intermináveis conflitos que só me fazem adiar para nunca a minha decisão. Eu preciso, tenho o direito, e vou viver!


Eu estou aprendendo.
Estou aprendendo a aceitar as pessoas,mesmo quando elas me desapontam,quando fogem do ideal que tenho para elas,quando me ferem com palavras ásperas ou ações impensadas.
É difícil aceitar as pessoas assim como elas são, não como eu desejo que elas sejam.É difícil, muito difícil, mas estou aprendendo.
Estou aprendendo a amar.Estou aprendendo a escutar,escutar com os olhos e ouvidos.Escutar com a alma e com todos os sentidos.
Escutar o que diz o coração;o que dizem os ombros caídos, os olhos, as mãos irrequietas.
Escutar a mensagem que se escondepor entre as palavras corriqueiras, superficiais.
Descobrir a angústia disfarçada,a insegurança mascarada,a solidão encoberta.
Penetrar o sorriso fingido,a alegria simulada, a vangloria exagerada.Descobrir a dor de cada coração.
Aos poucos, estou aprendendo a amar.Estou aprendendo a perdoar.Pois o amor perdoa, lança fora as mágoas,e apaga as cicatrizes que a incompreensão e insensibilidade gravaram no coração ferido.
O amor não alimenta mágoas com pensamentos dolorosos.Não cultiva ofensas com lástimas e autocomiseração.O amor perdoa, esquece, extingue todos os traços de dor no coração.
Passo a passo, estou aprendendo a perdoar,a amar .Estou aprendendo a descobrir o valor quese encontra dentro de cada vida, de todas as vidas.Valor soterrado pela rejeição, pela falta decompreensão, carinho e aceitação, pelas experiências duras vividas ao longo dos anos.
Estou aprendendo, mas como é lenta a aprendizagem !Como, é difícil amar!
Todavia, tropeçando, errando, estouaprendendo...Aprendendo a pôr de lado as minhas próprias dores, meus interesses, minha ambição, meu orgulho.Quando estes impedem o bem-estar e a felicidade de alguém ! Como é duro amar !!!

sábado, 30 de junho de 2007

Clarisse - Legião Urbana

Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado
Quem diz que me entende nunca quis saber
Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos, das
lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move,não trabalha
E Clarisse está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto, seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer
Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom samaritano
Cumprindo o seu dever, como se fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe prá mim, não tente
Você não sabe e não entende
E quando os anti-depressivos e os calmantes não fazem mais efeito Clarisse sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é o novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo
O medo de voltar prá casa à noite
Os homens que se esfregam nojentos
No caminho de ida e volta da escola
A falta de esperança e o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo
E que estamos destruindo o futuro
E que a maldade anda sempre aqui por perto
A violência e a injustiça que existe
Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço
Clarisse está trancada em seu quarto
Com seus discos e seus livros, seu cansaço
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo resistir
E vou voar pelo caminho mais bonito
Clarice só tem quatorze anos

quarta-feira, 27 de junho de 2007



"Eu estava furioso por não ter sapatos; então encontrei um homem que não tinha pés - e me dei por muito satisfeito."
Provérbio Chinês